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	<title>Setor Social BNE SJ</title>
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	<description>Blog do Setor Social da Província Brasil Nordeste da Companhia de Jesus</description>
	<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 02:34:36 +0000</pubDate>
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		<title>DNJ - Tramando a Paz</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ação]]></category>

		<category><![CDATA[DNJ]]></category>

		<category><![CDATA[violência_urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[Por, Felipe Soriano
                        O Projeto Tramando a Paz - Jovens em busca de um mundo novo, que acompanha os eixos temáticos (rural e urbano) do Centro de Estudos e Ação Social - CEAS há quase três anos vem firmando suas atividades e colhendo frutos. No atual formato, ele é acompanhando por três assessores do CEAS: Zenaide [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por,</strong></em> Felipe Soriano</p>
<p style="text-align: justify;">                        O Projeto Tramando a Paz - Jovens em busca de um mundo novo, que acompanha os eixos temáticos (rural e urbano) do Centro de Estudos e Ação Social - CEAS há quase três anos vem firmando suas atividades e colhendo frutos. No atual formato, ele é acompanhando por três assessores do CEAS: Zenaide - Sul da Bahia, Paulinha - Sudoeste da Bahia e coordenado de forma colegiada pelo Estudando Jesuíta Felipe Soriano - Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>                        Comunidades acompanhadas:</strong> No Município de Encruzilhada - sudoeste da Bahia - o CEAS acompanha as comunidades do Cedro, Gente que faz, Lindaura Lacerda  e Mubunca Canaã desenvolvendo atividades de Formação<em> </em>voltadas para a cidadania e em busca de uma maior participação dos jovens em políticas públicas. Os jovens são responsáveis por três oficinas culturais (teatro, dança e futebol) e são assessorados pelo CEAS e uma mobilizadora da própria comunidade. No sul da Bahia, os jovens se reúnem em Gongogi e promovem formação e oficinas com filmes e rodas de leitura. Eles montaram uma pequena biblioteca e estão em busca de equipamentos&#8230; Em Salvador, o trabalho acontece em três bairros (Gamboa de Baixo, Marechal Rondon e Bairro da Paz) e, da mesma forma, comprometidos com a formação e atividades culturais (Dança, capoeira e futebol).</p>
<p style="text-align: justify;">                        A situação de violência em Salvador vem tomando proporções preocupantes, além de colocando boa parte de nossas comunidades em verdadeiro estado de terror&#8230; Até o Estado se vê despreparado para encaminhar ações mais objetivas que possam sanar a situação. Neste semestre, as comunidades sinalizaram o desejo de aprofundar e discutir com os jovens dos três bairros da cidade o tema da violência contra a juventude e como ferramenta prática decidimos adotamos a proposta da Pastoral da Juventude do Brasil - PJ o Dia Nacional da Juventude - DNJ que neste ano se coloca em macha contra toda forma de violência contra a juventude.</p>
<p style="text-align: justify;">                        Portanto, o Projeto Tramando a Paz realizará junto a Paróquia do Garcia, dia 10 de outubro, a partir das 9h às 17h, com os jovens dos três bairros que participam do Tramando a Paz e com os jovens do Centro Social Semente do Amanhã - CESSAM, o DNJ - Tramando a Paz na paróquia do Garcia.  Contamos com a assessoria do Felipe - Feira de Santana e equipe CEAS e vários artistas que animarão a nossa celebração contra a toda forma de violência contra a juventude.</p>
<p align="center"><strong>Programa de atividades:</strong></p>
<p>1.         <strong>Início das atividades: </strong>(acolhida e apresentação)</p>
<p>2.         <strong>Exposição do Tema</strong>: Juventude e violência.</p>
<p>3.         <strong>Oficinas: </strong>Violência e exclusão social, Violência e drogas, Violência e crianças, Violência e racismo e Violência contra a mulher.</p>
<p>4.         <strong>Tarde cultural na praça do Garcia</strong>:</p>
<p>            - Peça de teatro (Garcia).</p>
<p>            - Duas rodas de capoeira (Tramando a Paz).</p>
<p>            - Dança Afro (Garcia).</p>
<p>            - Campeonato de futebol (Tramando a Paz).</p>
<p>            - Apresentação musical (Garcia).</p>
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		<title>Cresce a violência em Salvador</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 02:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<category><![CDATA[violência_urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ivan Luiz Santana

Publicado em: 13/12/2007 - 20h47min
A capital baiana que é conhecida por sua magia e encanto está se tornando uma cidade violenta. De acordo com as estatísticas, durante o ano de 2006 foram registrados 678 assassinatos. Entretanto, este ano, até agora já foram computados 957 casos de assassinatos, que gera um aumento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Por Ivan Luiz Santana</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Publicado em:</strong> 13/12/2007 - 20h47min</p>
<div style="text-align: justify;">A capital baiana que é conhecida por sua magia e encanto está se tornando uma cidade violenta. De acordo com as estatísticas, durante o ano de 2006 foram registrados 678 assassinatos. Entretanto, este ano, até agora já foram computados 957 casos de assassinatos, que gera um aumento de quase 40% se comparado com o ano passado.</div>
<p>Bairros como Tancredo Neves (37 mortes) e São Cristóvão (34 mortes), integram a lista dos locais considerados com maior índice de violência. Na região metropolitana de <a style="color: #333333; text-decoration: none;" href="http://www.bahiaemfoco.com/Salvador">Salvador</a>, a cidade de <a style="color: #333333; text-decoration: none;" href="http://www.bahiaemfoco.com/Lauro_de_Freitas">Lauro de Freitas</a> também tem elevado seu índice de criminalidade. O bairro de Itinga é o mais citado nos noticiários policiais.</p>
<p>No subúrbio ferroviário também não é diferente. Comerciantes do bairro de Periperi reclamam da falta de segurança no local, até porque algumas casas comerciais já foram assaltadas e arrombadas. Aqui vale ressaltar que a 5ª Delegacia de policia, localizada também no bairro de Periperi, atende a 16 bairros com uma população estimada em 700 mil pessoas.</p>
<p>Mas não é só a periferia que sofre com a violência. No centro da cidade os bandidos também atacam em plena luz do dia. Parar na sinaleira de algumas avenidas de salvador, tornou-se um grande risco para os motoristas desavisados e ou descuidados. Na avenida Juracy Magalhães, o trecho em frente à entrada do Vale das Pedrinhas é um dos pontos preferidos dos bandidos.</p>
<p>De acordo com a polícia, no inicio da manhã e no começo da noite, horário de grande movimento no trânsito, são os mais perigosos, porque é quando os bandidos aproveitam o engarrafamento e a parada no sinal para agirem. No bairro da Pituba a situação é crítica. Mas na região do Parque da cidade que até o mês de setembro três motoristas em média eram assaltados por dia, depois da instalação de uma câmera de vigilância 24 horas e com policiamento constante, reduziu em média 70% o índice de furto.</p>
<p>A violência também deixa vítima na própria corporação da policia. De janeiro a novembro deste ano, ou seja, em 11 meses, 41 policiais foram mortos em confrontos com bandidos e ou por grupos de extermínio. Conforme relata o coronel Legsamon Garcia Mustafá – chefe do serviço de valorização profissional da polícia militar – a violência tem causado medo, insegurança e diversos outros problemas dentro da própria policia. Nos últimos dias, a população de <a style="color: #333333; text-decoration: none;" href="http://www.bahiaemfoco.com/Salvador">Salvador</a> foi surpreendida com as manifestações dos rodoviários contra a falta de segurança no transporte coletivo da capital baiana. Os rodoviários paralisaram suas atividades na estação da lapa e no terminal da França. De acordo com o sindicato dos rodoviários, o número de assaltos aos coletivos tem crescido assustadoramente. </p>
<div style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.bahiaemfoco.com/noticia/2620/cresce-a-violencia-em-salvador">http://www.bahiaemfoco.com/noticia/2620/cresce-a-violencia-em-salvador</a></div>
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		<item>
		<title>15 ANOS DE GRITO PROFÉTICO - Povo de Deus a caminho</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 16:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[Excluídos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A força da transformação está na organização popular&#8221;.
 
* Paulo Sérgio Vaillant
 
O “7 de Setembro”, dia oficial da Independência do Brasil, também conhecido como dia do “Grito do Ipiranga”, feito pelo então imperador Dom Pedro I, foi associado ao “Grito dos Excluídos” realizado em todo o país desde 1995 e que, nos últimos anos, ganhou repercussão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><img class="alignleft" src="http://lh3.ggpht.com/_ngfdp85XQP0/SnzgN4abVkI/AAAAAAAAEWA/OV_hui-sJZk/s512/grito%20dos%20excluidos%202009.jpg" alt="" width="404" height="512" />&#8220;A força da transformação está na organização popular&#8221;.</span></span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">* Paulo Sérgio Vaillant</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> </span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O “7 de Setembro”, dia oficial da Independência do Brasil, também conhecido como dia do “Grito do Ipiranga”, feito pelo então imperador Dom Pedro I, foi associado ao “Grito dos Excluídos” realizado em todo o país desde 1995 e que, nos últimos anos, ganhou repercussão em toda a América Latina. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Quem diz que a Campanha da Fraternidade não traz nada de concreto, pode se convencer, entre diversos exemplos, que o “Grito dos Excluídos” é algo muito importante que nasceu há 15 anos, como fruto de uma Campanha que levantou em todos os cantos e recantos do país, a justa bandeira de luta do povo excluído. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Os excluídos dispõem, realmente, de poucos mecanismos e meios de organização. É verdade! Mas eles sempre gritaram e seus gritos têm algo de muito profundo e original. Por isso eles seguem gritando ainda hoje. Quando este grito ecoou no coração do povo organizado nas Igrejas Cristãs, ele passou a ser um grito profético. É por isso que há 15 anos vem contagiando milhares pessoas e centenas de Movimentos e Instituições afinadas com a defesa e a promoção de todos os direitos para todos, que inclui hoje, os direitos cósmicos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Se aquele &#8220;grito&#8221;, há quase dois séculos atrás, marcou Brasil e sua relação de independência política e econômica com a colônia portuguesa, ele hoje ainda faz sentido existir. Pois “independência” é um processo, que exige muita vigilância criativa, principalmente em tempos de globalização interplanetária. Além daquela dimensão maior, há muitos brasileiros e brasileiras que vivem em condições sub-humanas formando uma grande massa de excluídos e excluídas e até de escravos ilegalmente dependentes. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Todo excluído é por condição social, dependente e se ele não é ouvido, jamais consegue superar a estrutura cultural excludente. O que devemos buscar é a interdependência, a comunhão, a sinergia e a inclusão. Mas isso supõe, antes de tudo, uma relação entre iguais, onde todos e cada um e cada uma tenha respeitado seus direitos, inclusive o de ter direitos e oportunidades iguais, por exemplo. Para isso, o trabalho com dignidade é fator essencial neste processo, pois é ele que dignifica o ser humano.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Diz Jesus Cristo: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Meu Pai trabalha e eu também trabalho”</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“todo trabalhador é digno de seu salário”</em>, nos exorta São Paulo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Oxalá, se todo cidadão e cidadã, após concluir sua formação física e intelectual, tivessem direitos e oportunidades iguais para se realizarem como ser criativo a imagem e semelhança de seu Criador! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui em Vitória-ES o Grito dos Excluídos levou às ruas, nesta manhã, milhares de capixabas excluídos/as e/ou solidárias com estes. Após a concentração, caminhamos, cantamos e gritamos unidos pelas ruas, ainda que meio desertas, paramos nas escadarias do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>e da Assembléia Legislativa, com vassouras em punho e um caminhão pipa com água suficientes para lavar os degraus, que todos os dias conduzem homens e mulheres públicos ao trabalho, que deveria ser pautado pela ética, a justiça, a honestidade, a competência e a transparência, pois afinal, é um trabalho pago com o dinheiro público e, neste sentido, por cada um e cada uma de nós. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">O que mais se ouviu foram gritos de indignação e até de desespero, diante de tanta injustiça, corrupção, impunidade e mentira </span><span style="font-family: Arial;">em nosso Estado</span><span style="font-family: Arial;">, que fazem crescer, cada dia mais, a insegurança e a violência que ceifa tantas vidas de crianças, adolescentes e jovens, que deveriam estar sendo adequadamente formadas para continuar cuidando da vida com dignidade, justiça e paz. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Assim como o “grito do Ipiranga” foi seguido da suposta expressão do imperador: <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Se é para o bem da nação, digam ao povo que fico”</em>, podemos dizer que o “Grito dos Excluídos”, também veio para “ficar” e ele hoje faz parte integrante da Pastoral da CNBB, outras Igrejas cristãs e da Agenda dos Movimentos Sociais e instituições afinadas com ele.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Aqui em Vitória, três coisas podem ser consideradas inovadoras neste 15º aniversário do Grito dos Excluídos. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Primeira:</em> ter sido desconectado da Festa Cívica e Militar oficial que aconteceu na parte central da cidade. O Grito optou pela avenida beira-mar aos redores das “Casas de Leis e de Justiça”; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Segunda:</em> preparar os gritos à partir de três perspectivas: Política Econômica, Políticas Públicas<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>e Políticas Sociais e de Economia Solidária, fazendo críticas contundentes e apresentando alternativas viáveis que dão razão de nossa esperança; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Terceira:</em> ter sido mais simbólica. Daí a opção por um momento de mística cristã inicial, uma caminhada pelas ruas e avenidas e as paradas com denúncias graves e a lavagem das escadarias, dinamizados pelo chamado <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“Comando de caça aos corruptos”</em> <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>que transportou ao longo de todo o percurso um enorme e assustador dragão e uma cadeia superlotada de “ladrões públicos = corruptos” sendo detetizada e vigiada por guardas 24 horas. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Vale destacar a participação direta das Pastorais da Juventude e da Cáritas Arquidiocesana, a cobertura integral da grande imprensa e a presença de autoridades das Igrejas Cristãs, Políticas e da OAB. Os Sindicatos ligados à CUT e o Movimento pela Moradia também tiveram participação relevantes.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Este “Grito dos 15 anos” confirmou o que consideramos ser a Vontade de Deus: <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">“a vida em primeiro lugar!&#8221;</em></strong> e deixou-nos um bom sentimento e o compromisso que deve ser cultivado e promovido pelos Movimentos e Pastorais Sociais que estão ressurgindo com bastante vitalidade. Eles são como <em style="mso-bidi-font-style: normal;">“brasas sob cinzas”</em>, diria L. Boff, que precisam apenas de um sopro vital para voltar a “incendiar” as massas excluídas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Há um sentimento bastante generalizado de satisfação e realização de sonhos e utopias políticas, por um lado e, por outro, o fato de ter havido muita cooptação e engajamento nos governos nacional, estadual e municipal, após a eleição de Lula a Presidência da República, onde muitos companheiros e companheiras ocuparam importantes cargos eletivos ou de confiança, causando bastante acomodação e desarticulação. As maiores exceções são o MST e os Movimentos Indígenas que estão bem articulados de norte a sul deste país. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Muitos militantes sociais e eclesiais embarcaram na frágil e até mágica esperança de que nossos companheiros/as eleitos ou contratados pelos governos, seriam capazes sozinhos de realizar todas as mudanças estruturais que nós queríamos e seguimos ainda hoje desejando. O “grito” é um sinal de que o povo está se movimentando e cobrando criticamente e participando um pouco mais. A mudança verdadeira, somente o povo pode fazê-la. *Dom João Batista da Mota Albuquerque, disse durante as graves enchentes aqui no Espírito Santo na década de 70 que <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;">“O povo salva o povo”, </em></strong>referindo-se ao “milagre” da solidariedade fraternal vivida intensamente pelo povo capixaba. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Esta tomada de consciência nos parece um bom sinal. Algo parecido está se passando também com as Comunidades Eclesiais de Base, como constatado recentemente </span><span style="font-family: Arial;">em Porto Velho-RO</span><span style="font-family: Arial;">, no XII Intereclesial das CEB’s. Precisamos manter-nos vigilantes, transformando nossa justa indignação em ações concretas e criativas, pensando globalmente e agindo no local onde vivemos e sonhamos com outros mundos possíveis, sem exclusão.</span></span></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">*1- Presbítero na Arquidiocese de Vitória – <a href="mailto:psvaillant.sj@gmail.com">psvaillant.sj@gmail.com</a></span></em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">*2 - Dia 02 de setembro passado Dom João completaria 100 anos de vida entre nós. </span></em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;"> </span></span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Saudades de D. Hélder Câmera</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 14:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[
Meu Poeta das madrugadas,
que conversava com o futuro
e segurava o passado nas mãos,
tudo o que ficou de ti é rumo a ser seguido,
é esperança de que ainda haja paz!
Meu Profeta do milênio,
que imaginavas um mundo melhor,
onde os homens fossem felizes
e nunca, nunca perdessem a fé no Pai
e nos outros homens&#8230;
Meu Profeta, que saudade desses 10 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/09/digitalizar0002-d-helder1.jpg"><img class="size-full wp-image-627 aligncenter" title="digitalizar0002-d-helder1" src="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/09/digitalizar0002-d-helder1.jpg" alt="digitalizar0002-d-helder1" width="200" height="117" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Meu Poeta das madrugadas,<br />
que conversava com o futuro<br />
e segurava o passado nas mãos,<br />
tudo o que ficou de ti é rumo a ser seguido,<br />
é esperança de que ainda haja paz!</span></span></p>
<p>Meu Profeta do milênio,<br />
que imaginavas um mundo melhor,<br />
onde os homens fossem felizes<br />
e nunca, nunca perdessem a fé no Pai<br />
e nos outros homens&#8230;</p>
<p>Meu Profeta, que saudade desses <strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;">10 anos </span></span></strong></strong>de distância,<br />
mesmo que tudo o que deixaste registrado<br />
seja alento, conforto, meta&#8230;<br />
e que vivamos o esforço diário<br />
de relembrar teu ideário diante da vida&#8230;</p>
<p>Por onde andas, meu Profeta?<br />
Que anjos cantam ao redor de ti,<br />
o doce cântico de louvor e de fé?&#8230;<br />
Que vozes fortes iguais à tua<br />
ecoam no paraíso onde foste viver?</p>
<p>As lembranças são muitas, meu Poeta&#8230;<br />
elas são maiores agora, neste agosto,<br />
quando sabemos que te fostes há <strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;">10 anos </span></span></strong></strong><br />
e nos deixaste órfãos das maravilhas que criaste,<br />
fortificados pelo amor que ensinaste pela vida&#8230;</p>
<p>Olha por nós, santo homem de bem,<br />
para que nunca arrefeça a coragem que ensinaste<br />
e seja sempre com ela o nosso caminho<br />
marcado pelas pegadas deixadas por ti,<br />
para que pudéssemos caminhar à tua sombra!</p>
<p>Olha por nós, <strong><strong><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Arial;">São Helder </span></span></strong></strong>de tantas maravilhas<span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;"><span style="font-size: 8.5pt; font-family: Arial;">!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Olha por essa humanidade perdida,<br />
desesperançosa, sofrida e triste,<br />
restabelecendo em todos o ardor para a luta<br />
e a força para continuar lutando! </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><img id="EC_EC_EC_EC_BLOGGER_PHOTO_ID_5374619989222636802" src="http://4.bp.blogspot.com/__Hx220GkWrU/SpZ8Z3xUPQI/AAAAAAAAAzM/ajHYkOLP2Mc/s200/Digitalizar0051.jpg" border="0" alt="" width="120" height="200" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><strong><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;">Deus te guarde, Helder, nosso Pastor, para sempre! </span></span></strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>V Conferência Nacional das Entidades Negras Católicas</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 23:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[
TEMA:
A Pastoral Afro Brasileira de Medellín a Aparecida 
OBJETIVO GERAL
Reacender o compromisso evangelizador como Igreja interagindo com as manifestações dos afro- brasileiros respeitando a diversidade sócio-cultural-religiosa.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Fortalecer a articulação da Pastoral Afro-brasileira à luz de Medellín à Aparecida no compromisso efetivo com a luta dos afrodescendentes por cidadania.
Compreender a teologia que brota das práticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/07/entidade-negras-2.jpg"></a></p>
<p><strong><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/07/entidade-negras-21.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-615" title="entidade-negras-21" src="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/07/entidade-negras-21.jpg" alt="entidade-negras-21" width="345" height="230" /></a>TEMA:</strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 18pt; color: black; font-family: Verdana;">A Pastoral Afro Brasileira de Medellín a Aparecida </span></strong></p>
<p><strong>OBJETIVO GERAL</strong></p>
<p>Reacender o compromisso evangelizador como Igreja interagindo com as manifestações dos afro- brasileiros respeitando a diversidade sócio-cultural-religiosa.</p>
<p><strong>OBJETIVOS ESPECÍFICOS </strong></p>
<p>Fortalecer a articulação da Pastoral Afro-brasileira à luz de Medellín à Aparecida no compromisso efetivo com a luta dos afrodescendentes por cidadania.<br />
Compreender a teologia que brota das práticas dos agentes de pastoral negros.<br />
Refletir a missão da PAB e o seu compromisso com os afro-brasileiros.</p>
<p><a href="http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_4a4378f6c5c9d.pdf">Veja a programação do CONENC, aqui</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Caso de tortura a indígenas tupinambá</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 11:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ação]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota Pública: caso de tortura a indígenas tupinambá
 Desde o dia 3 de junho o Cimi, a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), a FUNAI, o Ministério Público Federal, a Coordenação de combate à tortura da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República vêm acompanhando os desdobramentos dos fatos relacionados à agressão a 5 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Nota Pública: caso de tortura a indígenas tupinambá</strong></p>
<p> Desde o dia 3 de junho o Cimi, a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), a FUNAI, o Ministério Público Federal, a Coordenação de combate à tortura da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República vêm acompanhando os desdobramentos dos fatos relacionados à agressão a 5 indígenas do Povos Tupinambá, ocorrida no dia 2 de junho.</p>
<p style="text-align: justify;">Após tomar-se conhecimento dos graves fatos, os indígenas agredidos foram levados à Brasília, ocasião em que puderam esclarecer à Direção da FUNAI e à CNPI/MJ, bem como ao Ministério Público Federal o que efetivamente havia ocorrido.</p>
<p style="text-align: justify;">Os 5 Tupinambá foram examinados, no dia 06 de junho, por peritos do Instituto Médico Legal de Brasília e ouvidos pela Procuradora da República Luciana Loureiro que, em seguida, encaminhou a documentação para o Ministério Público Federal em Ilhéus adotar as providências legais cabíveis em vista da apuração e a responsabilização pelas agressões constatadas. O laudo decorrente desses exames comprova que os indígenas sofreram lesões graves ao serem atingidos com choques elétricos nas regiões lombar e genital.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 19 de junho de 2009, a Folha de São Paulo noticiou o caso de tortura praticado por agentes da Polícia Federal nos cinco indígenas Tupinambá que tradicionalmente ocupam suas terras localizadas nos municípios de Buerarema, Una e Ilhéus, no sul do estado da Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">Este não é um caso isolado. Em outubro de 2008, essa mesma comunidade Tupinambá foi violentamente atacada pela Polícia Federal, o que causou indignação na sociedade nacional e motivou, inclusive, uma campanha da Anistia Internacional. Infelizmente não há notícia de que qualquer agente da PF tenha sido responsabilizado pelos excessos e pelas ilegalidades dos atos cometidos naquela ocasião. Em decorrência disso, criou-se um clima de impunidade, o que resultou neste crime hediondo agora divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;">As ações discriminatórias e as ameaças aos indígenas recrudesceram, naquela região, a partir da publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no dia 25 de maio.</p>
<p style="text-align: justify;">            As autoridades constituídas, especialmente o Ministro da Justiça precisa adotar todas as providências legais necessárias para que esse caso não seja mais um daqueles em que a impunidade se torna a marca mais visível e duradoura. O Cimi concorda e apóia as sugestões apresentadas pela Coordenação do Programa de Combate à Tortura da SEDH/PR, bem como as providências adotadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e pela Coordenação da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão dos Direitos e Interesses dos Povos Indígenas, ambos órgãos da Procuradoria Geral da República, no sentido de que seja designado um Delegado Especial para conduzir a apuração dos fatos delituosos.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso um maior controle das ações da Polícia Federal e o Ministério da Justiça tem o dever e a obrigação legal de combater com rigor o avanço das agressões ao povo Tupinambá.</p>
<p style="text-align: justify;">O Conselho Indígena Missionário (Cimi) mostra-se profundamente indignado e condena com veemência o fato ocorrido, manifesta solidariedade aos indígenas torturados e apoio à luta de todo o povo Tupinambá pela garantia do direito à sua terra tradicional.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Bispo de Belo Horizonte visita ocupação de 1.087 famílias</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 02:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ação]]></category>

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		<description><![CDATA[
DOM WALMOR VISITA OCUPAÇÃO DANDARA 
Por prof. Fábio Alves e frei Gilvander Moreira


 
Sábado, de 20 de junho de 2009, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, fez uma visita à comunidade (Ocupação) Dandara, no Céu Azul, na região Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG. Acompanhado dos Vigários Episcopais, Padre Júlio Amaral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 20pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">DOM WALMOR VISITA OCUPAÇÃO DANDARA </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Por prof. Fábio Alves e frei Gilvander Moreira</span></p>
</h1>
<p style="text-align: center;"><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/imagem1bispo-bh1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-589" title="imagem1bispo-bh1" src="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/imagem1bispo-bh1-300x194.jpg" alt="imagem1bispo-bh1" width="300" height="194" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sábado, de 20 de junho de 2009, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, fez uma visita à comunidade (Ocupação) Dandara, no Céu Azul, na região Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG. Acompanhado dos Vigários Episcopais, Padre Júlio Amaral e Padre Ademir Ragazzi, e de outros padres e religiosos, além de professores da PUC Minas, o arcebispo dom Walmor percorreu todo o acampamento. Caminhou por todos os becos, entre as 1.087 barracas de lona-preta, visitou a horta comunitária, viu a primeira casinha construída com adobe. Ouviu atentamente o relato da luta da comunidade por moradia popular e dignidade. Entoou hinos religiosos e abençoou a todas as 1.087 famílias sem-casa e sem-terra acampadas e todos aqueles que lhes são solidários.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sua mensagem de solidariedade, Dom Walmor sublinhou a imperiosa necessidade de todos terem, nesta caminhada, Deus como luz e força. Disse que a exclusão e injustiça que a tantos marginalizam mundo afora, se dá porque os que praticam a injustiça não têm Deus como luz. Relembrou que a Igreja Católica de Belo Horizonte, desde o início do acampamento, está presente nos diversos serviços prestados pelo Vicariato de Ação Social e Política, pela Região Episcopal, pela Paróquia N. Sra. Imaculada Conceição, pela PUC Minas (que defende juridicamente a Ocupação e pelo grupo de arquitetos (professores e estudantes) que elaboram o Projeto de assentamento rururbano para a área, pelas congregações religiosas e tantos leigos que graciosamente participam da grande rede de solidariedade ao povo empobrecido de Dandara.</p>
<p style="text-align: justify;">Dom Walmor ressaltou que a Igreja deve ficar ao lado dos pobres e sofredores. Cada um deve fazer um pouco, como está ocorrendo neste caso. O próprio Arcebispo tem feito a sua parte. Chegou a conversar com o Prefeito Márcio Lacerda pedindo-o que se abra ao diálogo. É neste diapasão que o trabalho de solidariedade vai continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista à rádio Itatiaia, lá na ocupação Dandara, Dom Walmor recordou também a Doutrina Social da Igreja que recomenda aos cristãos a defesa da dignidade humana, o que inclui, é claro, a luta por moradia e pelos direitos humanos. A doutrina social não defende uma propriedade que não cumpre sua função social. Segundo a Constituição Federal, de 1988, uma propriedade tem que cumprir sua função social, senão deixa de ser legítima.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe recordar que o terreno ocupado pelas 1.087 famílias sem-casa e sem-terra da comunidade Dandara compreende cerca de 400 mil metros quadrados (= 40 hectares) que há mais de trinta anos está abandonado, não cumprindo sua função social. A Construtora Modelo que reivindica na justiça o terreno tem, junto com sua co-irmã, a Construtora Lótus, 2.577 processos na justiça (isso só na comarca de Belo Horizonte e Betim), figurando na maioria como ré. E deve mais de 2 milhões de reais de IPTU à prefeitura de Belo Horizonte.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grupo de crianças da comunidade Dandara, em agradecimento pela confortante visita, ofereceu a Dom Walmor obras do artesanato local, uma camiseta da comunidade e um saquinho com terra da área que ocupam. Dom Walmor também recebeu de presente jornal e uma Revista do MST.</p>
<p style="text-align: justify;">Dom Walmor, ao abençoar a todos e todas, retomou versos do Canto de Maria (Magnificat), mãe de Deus: O Senhor derruba do trono os poderosos e eleva os humildes. Sacia de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe lembrar que dia 16 de junho de 2009, o desembargador Nepomuceno Silva, da Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acolheu um Mandado de Segurança em defesa da ocupação Dandara e expediu uma liminar suspendendo a reintegração de posse que o desembargador Tarcísio Martins tinha reabilitado. Ganhamos também uma imagem de Nossa Senhora dentro de um cubo de vidro. Nós a batizamos de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Nossa Senhora de Dandara</strong>, defensora da função social da propriedade. Conquistar uma liminar em um mandado de segurança foi um milagre, sinal de que Nossa Senhora de Dandara está inspirando e protegendo o povo pobre na luta pela moradia popular e por dignidade.</p>
<p>Para mais informações e apoio, confira: <a href="http://www.ocupacaodandara.blogspot.com/">www.ocupacaodandara.blogspot.com</a></p>
<p>Prof. Fábio Alves - e-mail: <a href="mailto:fabiosantos@pucminas.br">f</a><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/imagem1bispo-bh2.jpg"></a><a href="mailto:fabiosantos@pucminas.br">abiosantos@pucminas.br</a></p>
<p>Frei Gilvander Moreira - e-mail: <a href="mailto:gilvander@igrejadocarmo.com.br">gilvander@igrejadocarmo.com.br</a></p>
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		</item>
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		<title>Nova encícrica social de Bento XVI</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 17:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicada em breve a Encíclica social: confirma o próprio Bento XVI. Apontará os objetivos a visar e valores a promover para uma convivência humana livre e solidária
 Por, Rádio Vaticano
 O Papa Bento XVI anuncia para o próximo dia 29, Festa de São Pedro e São Paulo, mais uma encíclica dedicada às questões sociais, focada sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 18pt; mso-bidi-font-weight: bold;"><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/benedictoescribe.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-581" title="benedictoescribe" src="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/benedictoescribe.jpg" alt="benedictoescribe" width="250" height="181" /></a>Publicada em breve a Encíclica social: confirma o próprio Bento XVI. Apontará os objetivos a visar e valores a promover para uma convivência humana livre e solidária</span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></em></strong><span style="font-family: Times New Roman;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 14pt;">Por, </span></em></strong><span style="font-size: 14pt;">Rádio Vaticano</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O Papa Bento XVI anuncia para o próximo dia 29, Festa de São Pedro e São Paulo, mais uma encíclica dedicada às questões sociais, focada sobre o trabalho e da economia. Segundo o Papa, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">“<span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic;">Nela serão postos em evidência os objetivos que para nós cristãos devemos seguir no tocante a ação social, assim como os valores a promover e a defender incansavelmente, para realizar uma convivência humana verdadeiramente livre e solidária”. </span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Sabendo que, “a</span></span><strong><em><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana;"> </span></em></strong><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic;">economia de mercado - entendida como sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia – só poderá ser reconhecida como via de progresso econômico e civil se for orientada para o bem comum”. </span><span style="font-size: 14pt;">Esta reflexão – insistiu o Papa – deverá ser acompanhada de uma outra: <span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic;">“a liberdade no setor da economia deve enquadrar-se num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral, uma liberdade responsável cujo centro é a ético e a religioso”.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Aguardemos o texto definitivo de Bento XVI e rezemos para, como a Igreja, acolher a encíclica em atualização a “Centesimos Annos” de João Paulo II.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>32ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 12:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ação]]></category>

		<category><![CDATA[Romaria]]></category>

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		<description><![CDATA[


Por, http://www.cptba.org.br/A Coordenação Ampliada da Romaria da Terra e das Águas ao Bom Jesus da Lapa, definiu na sua recente reunião em Ibotirama, realizada no dia 11 de março, que a Romaria deste ano, a ser realizada nos dias de 3 a 5 de julho de 2009, terá um dúplice objetivo, dentro da tradicional moldura inspiradora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>Por,</em></strong></span> <a href="http://www.cptba.org.br/">http://www.cptba</a><a href="http://www.cptba.org.br/">.org.br/</a><a href="http://bnesocial.uuuq.com/wp-content/2009/06/romaria_2009_g.jpg"></a>A Coordenação Ampliada da Romaria da Terra e das Águas ao Bom Jesus da Lapa, definiu na sua recente reunião em Ibotirama, realizada no dia 11 de março, que a Romaria deste ano, a ser realizada nos dias de 3 a 5 de julho de 2009, terá um dúplice objetivo, dentro da tradicional moldura inspiradora do local e do evento.</p>
<p>Os dois tremas principais são:</p>
<ol>
<li>A problemática dos grandes projetos que ameaçam os biomas do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica da Bahia e do Brasil.</li>
<li>A resistência e re-organização das comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, fundos de pasto) e áreas de reforma agrária para verem reconhecido os direito de seus territórios nas terras públicas da Bahia.</li>
</ol>
<p>Estes temas estarão ao lado de outros como: o Rio São Francisco, a questão da Reforma Agrária, a necessidade de uma política diferente, a permanente emergência da juventude e a ecologia como uma das dimensões essenciais da Missão dos cristão e de todas as pessoas de boa vontade.</p>
<p>Tudo isso e muito mais será condensado no grito do povo que expressará sua esperança e compromisso com o slogan:</p>
<p>DO VENTRE DA MÃE TERRA UM GRITO PELA VIDA!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Audácia e coragem no Setor Social</title>
		<link>http://bnesocial.uuuq.com/?p=549</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 02:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipeassj</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Conjuntura]]></category>

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		<description><![CDATA[Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2008.
Por, Conferência de Provinciais da América Latina - CPAL.
“Foi uma das reuniões mais ricas e produtivas dos últimos anos” foi a conclusão de um dos coordenadores sociais, avaliando a experiência tida em Manaus (Amazônia brasileira) na primeira semana de julho. De fato, foram três reuniões em cadeia: os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2008.<br />
<em><strong>Por,</strong></em> Conferência de Provinciais da América Latina - CPAL.</p>
<p style="text-align: justify;">“Foi uma das reuniões mais ricas e produtivas dos últimos anos” foi a conclusão de um dos coordenadores sociais, avaliando a experiência tida em Manaus (Amazônia brasileira) na primeira semana de julho. De fato, foram três reuniões em cadeia: os coordenadores sociais, o programa de formação política e cidadã, os diretores de centros sociais. A participação foi das melhores: todos os coordenadores sociais e os diretores de 22 centros, em uma tendência que vai em aumento e que expressa o interesse gerado por estes encontros.</p>
<p style="text-align: justify;">Se queremos tratar dos frutos, poderíamos sintetizá-los nos seguintes, um por reunião: a definição das linhas de ação e suas estratégias para o setor social pós-CG 35, o acordo para a formação de uma rede de centros sociais e a consolidação do programa de formação política e cidadã. Vejamos um por um.</p>
<p style="text-align: justify;">A reunião dos coordenadores sociais e os coordenadores dos sub-setores -responsáveis pela animação do setor social em cada província e em cada um dos sub-setores (SJR, SJM, Indígenas)- dedicou uma manhã de retiro à CG 35 e uma reflexão em painel sobre esta experiência. Contando com seus resultados e com alguns outros documentos produzidos por e para o setor nos anos recentes, os coordenadores apontaram as seguintes linhas de ação, que formulam opções e que deverão dar lugar a programas e projetos nos próximos anos. São as seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">- Migração, refúgio e deslocamento forçado</p>
<p style="text-align: justify;">- Governança, sociedade civil e cidadania</p>
<p style="text-align: justify;">- Interculturalidade, pluralismo, afrodescendentes e povos indígenas</p>
<p style="text-align: justify;">- Culturas suburbanas</p>
<p style="text-align: justify;">- Paz e reconciliação,</p>
<p style="text-align: justify;">- Justiça sócio-ambiental e desenvolvimento regional sustentável</p>
<p style="text-align: justify;">O enfoque está marcado pela perspectiva dos pobres, a opção fé-justiça e a desejada integração dos países e povos da América Latina e o Caribe.</p>
<p style="text-align: justify;">Na formulação destas linhas de ação confluíram, em Manaus, vários afluentes: a análise da realidade da região, a experiência prévia em algumas destas linhas (o caso do SJR e o SJM para a primeira ou o programa de formação política para a segunda), o discurso breve do P. Kolvenbach aos Provinciais no Santiago (2006) e os postulados elaborados pelas províncias preparando a CG 35. Do “Princípio e Horizonte” (2002) recolheu-se a necessidade de discernir e veicular um pensamento alternativo já existente em muitas experiências bem-sucedidas do setor, enfatizando portanto a investigação e produção social. Da avaliação sobre este texto que em 2005 os Provinciais fizeram, retomou-se a necessidade de promover uma maior articulação entre os centros sociais e as universidades.</p>
<p style="text-align: justify;">O insumo mais importante nos veio do enfoque e das orientações da última CG 35, particularmente o decreto 3 (“Desafios para nossa missão hoje. Enviados às fronteiras”) e as comissões sobre governo ordinário, que a mesma CG 35 constituiu para trabalhar os postulados que chegaram de toda parte da Companhia. Particularmente: globalização e ecologia, diálogo e fundamentalismo religioso, povos indígenas, refugiados e migrantes e apostolado intelectual. É preciso lembrar que várias destas comissões convidam a que se formem grupos de trabalho sobre estes temas a nível de Conferências de Provinciais. A reunião de Manaus foi um passo importante nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto chave foi o consenso alcançado para trabalhar em nossos centros a “mística da ação social” -tema de fundo do próximo encontro a realizar-se na Cochabamba em 2009- e do seguimento de Cristo pobre. O encontro manifestou uma vez mais o interesse por contar neste ministério com jovens jesuítas que contribuam com idéias novas e renovadoras nos centros, espaços caracterizados por sua localização nas “fraturas sociais”, segundo a expressão utilizada precisamente por um deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Os diretores de centros sociais começaram a chegar já durante a reunião dos coordenadores, mas iniciaram seu trabalho um dia depois, logo depois de participar de uma interessante apresentação sobre o trabalho apostólico da Companhia na Amazônia brasileira. O intercâmbio ratificou a vontade dos diretores de vincular suas ações constituindo uma rede cujo objetivo geral é “favorecer o diálogo, intercâmbio e construção comum entre os centros sociais, no marco das linhas de ação definidas pela CPAL, para obter uma maior incidência em políticas públicas a favor dos grupos, organizações e movimentos sociais da América Latina e o Caribe”.</p>
<p style="text-align: justify;">Expuseram também alguns objetivos específicos que têm a ver basicamente com as estratégias gerais expostas na reunião de coordenadores: fortalecer a comunicação e o intercâmbio, fazer análise de contexto e da conjuntura com um olhar latino-americano, desenvolver processos de pesquisa conjuntamente com as universidades, executar programas de formação e fortalecer os processos de incidência. Para que estas colocações não fiquem em bons desejos se delegaram tarefas a alguns centros, que deverão dar conta delas em próximas reuniões.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, por exemplo, o Centro Gumilla da Venezuela se encarregará de propiciar mecanismos permanentes de análise do contexto e da conjuntura da região latino-americana, em benefício de todas nossas plataformas apostólicas. Trata-se de um subsídio que nos deve oferecer informação da região em seus avanços e dificuldades de integração no contexto dos diversos blocos mundiais. Outros centros assumiram também outras responsabilidades e a coordenação da CPAL se encarregará da intercomunicação através, sobre tudo, do minisite do setor social, inserido na website da CPAL.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste mesmo sentido de avançar em propostas concretas, localiza-se também o programa de formação política e cidadã, iniciado faz três anos pelo setor social da CPAL. O coordenador anterior, P. Jorge Julio Mejía (COL), fez um balanço deste primeiro período considerado por todos como positivo: conta-se agora com uma proposta de Marco Orientador do Programa que ilumina os cursos já existentes, há importantes avanços por países, em vários deles o programa se desenvolve em coordenação com as universidades e leva a um reconhecimento acadêmico, em outros se estão desenvolvendo programas diferenciados segundo o público-alvo (colaboradores de nossas obras, setores urbano periféricos, indígenas).</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso destacar que, na maioria de países, o programa ajudou à articulação entre os diversos centros sociais que o implementaram e entre estas e outras instituições (universidades, Fé e Alegria) estabelecendo sinergias com maior capacidade de impacto. O passo seguinte deve ser, então, o impulso do programa naqueles países onde ainda é fraco, um maior intercâmbio de experiências significativas, sua sistematização e a publicação do marco orientador e as exposições do Seminário de Caracas 2005, depois de três anos de verificação. Estas tarefas foram assumidas pelo novo coordenador do setor, o P. Alfredo Ferro (COL). Revezamento entre patrícios.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, num tempo breve muito fruto. O setor deve dar-se por satisfeito e todos nos alegramos por este avanço significativo. Em muitos aspectos esta reunião foi programática para o setor social e seu futuro, um futuro que este encontro conseguiu antecipar. Faz dois anos, no Santiago do Chile, o P. Kolvenbach, então Geral, dizia aos Provinciais a propósito do setor social e das orientações que deu nesta ocasião: “as sugestões que indico estão enraizadas em passos que já se estão dando e em recomendações que saem da reflexão do setor social. O futuro já está entre nós, se tivermos a audácia e a coragem de deixar que o Espírito nos guie”. O P. Kolvenbach, impulsionador constante do apostolado social, pode estar contente: sua palavra caiu em terra fértil.</p>
<p style="text-align: justify;">Para todos, jesuítas, familiares, amigos e colaboradores, feliz dia de Santo Inácio!</p>
<p style="text-align: justify;">Ernesto Cavassa, SJ</p>
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