DNJ - Tramando a Paz

setembro 25, 2009 by felipeassj  
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Por, Felipe Soriano

                        O Projeto Tramando a Paz - Jovens em busca de um mundo novo, que acompanha os eixos temáticos (rural e urbano) do Centro de Estudos e Ação Social - CEAS há quase três anos vem firmando suas atividades e colhendo frutos. No atual formato, ele é acompanhando por três assessores do CEAS: Zenaide - Sul da Bahia, Paulinha - Sudoeste da Bahia e coordenado de forma colegiada pelo Estudando Jesuíta Felipe Soriano - Salvador.

                        Comunidades acompanhadas: No Município de Encruzilhada - sudoeste da Bahia - o CEAS acompanha as comunidades do Cedro, Gente que faz, Lindaura Lacerda  e Mubunca Canaã desenvolvendo atividades de Formação voltadas para a cidadania e em busca de uma maior participação dos jovens em políticas públicas. Os jovens são responsáveis por três oficinas culturais (teatro, dança e futebol) e são assessorados pelo CEAS e uma mobilizadora da própria comunidade. No sul da Bahia, os jovens se reúnem em Gongogi e promovem formação e oficinas com filmes e rodas de leitura. Eles montaram uma pequena biblioteca e estão em busca de equipamentos… Em Salvador, o trabalho acontece em três bairros (Gamboa de Baixo, Marechal Rondon e Bairro da Paz) e, da mesma forma, comprometidos com a formação e atividades culturais (Dança, capoeira e futebol).

                        A situação de violência em Salvador vem tomando proporções preocupantes, além de colocando boa parte de nossas comunidades em verdadeiro estado de terror… Até o Estado se vê despreparado para encaminhar ações mais objetivas que possam sanar a situação. Neste semestre, as comunidades sinalizaram o desejo de aprofundar e discutir com os jovens dos três bairros da cidade o tema da violência contra a juventude e como ferramenta prática decidimos adotamos a proposta da Pastoral da Juventude do Brasil - PJ o Dia Nacional da Juventude - DNJ que neste ano se coloca em macha contra toda forma de violência contra a juventude.

                        Portanto, o Projeto Tramando a Paz realizará junto a Paróquia do Garcia, dia 10 de outubro, a partir das 9h às 17h, com os jovens dos três bairros que participam do Tramando a Paz e com os jovens do Centro Social Semente do Amanhã - CESSAM, o DNJ - Tramando a Paz na paróquia do Garcia.  Contamos com a assessoria do Felipe - Feira de Santana e equipe CEAS e vários artistas que animarão a nossa celebração contra a toda forma de violência contra a juventude.

Programa de atividades:

1.         Início das atividades: (acolhida e apresentação)

2.         Exposição do Tema: Juventude e violência.

3.         Oficinas: Violência e exclusão social, Violência e drogas, Violência e crianças, Violência e racismo e Violência contra a mulher.

4.         Tarde cultural na praça do Garcia:

            - Peça de teatro (Garcia).

            - Duas rodas de capoeira (Tramando a Paz).

            - Dança Afro (Garcia).

            - Campeonato de futebol (Tramando a Paz).

            - Apresentação musical (Garcia).

Caso de tortura a indígenas tupinambá

junho 23, 2009 by felipeassj  
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Nota Pública: caso de tortura a indígenas tupinambá

 Desde o dia 3 de junho o Cimi, a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), a FUNAI, o Ministério Público Federal, a Coordenação de combate à tortura da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República vêm acompanhando os desdobramentos dos fatos relacionados à agressão a 5 indígenas do Povos Tupinambá, ocorrida no dia 2 de junho.

Após tomar-se conhecimento dos graves fatos, os indígenas agredidos foram levados à Brasília, ocasião em que puderam esclarecer à Direção da FUNAI e à CNPI/MJ, bem como ao Ministério Público Federal o que efetivamente havia ocorrido.

Os 5 Tupinambá foram examinados, no dia 06 de junho, por peritos do Instituto Médico Legal de Brasília e ouvidos pela Procuradora da República Luciana Loureiro que, em seguida, encaminhou a documentação para o Ministério Público Federal em Ilhéus adotar as providências legais cabíveis em vista da apuração e a responsabilização pelas agressões constatadas. O laudo decorrente desses exames comprova que os indígenas sofreram lesões graves ao serem atingidos com choques elétricos nas regiões lombar e genital.

No dia 19 de junho de 2009, a Folha de São Paulo noticiou o caso de tortura praticado por agentes da Polícia Federal nos cinco indígenas Tupinambá que tradicionalmente ocupam suas terras localizadas nos municípios de Buerarema, Una e Ilhéus, no sul do estado da Bahia.

Este não é um caso isolado. Em outubro de 2008, essa mesma comunidade Tupinambá foi violentamente atacada pela Polícia Federal, o que causou indignação na sociedade nacional e motivou, inclusive, uma campanha da Anistia Internacional. Infelizmente não há notícia de que qualquer agente da PF tenha sido responsabilizado pelos excessos e pelas ilegalidades dos atos cometidos naquela ocasião. Em decorrência disso, criou-se um clima de impunidade, o que resultou neste crime hediondo agora divulgado.

As ações discriminatórias e as ameaças aos indígenas recrudesceram, naquela região, a partir da publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no dia 25 de maio.

            As autoridades constituídas, especialmente o Ministro da Justiça precisa adotar todas as providências legais necessárias para que esse caso não seja mais um daqueles em que a impunidade se torna a marca mais visível e duradoura. O Cimi concorda e apóia as sugestões apresentadas pela Coordenação do Programa de Combate à Tortura da SEDH/PR, bem como as providências adotadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e pela Coordenação da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão dos Direitos e Interesses dos Povos Indígenas, ambos órgãos da Procuradoria Geral da República, no sentido de que seja designado um Delegado Especial para conduzir a apuração dos fatos delituosos.

É preciso um maior controle das ações da Polícia Federal e o Ministério da Justiça tem o dever e a obrigação legal de combater com rigor o avanço das agressões ao povo Tupinambá.

O Conselho Indígena Missionário (Cimi) mostra-se profundamente indignado e condena com veemência o fato ocorrido, manifesta solidariedade aos indígenas torturados e apoio à luta de todo o povo Tupinambá pela garantia do direito à sua terra tradicional.

 

Bispo de Belo Horizonte visita ocupação de 1.087 famílias

junho 23, 2009 by felipeassj  
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DOM WALMOR VISITA OCUPAÇÃO DANDARA

Por prof. Fábio Alves e frei Gilvander Moreira

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Sábado, de 20 de junho de 2009, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, fez uma visita à comunidade (Ocupação) Dandara, no Céu Azul, na região Nova Pampulha, em Belo Horizonte, MG. Acompanhado dos Vigários Episcopais, Padre Júlio Amaral e Padre Ademir Ragazzi, e de outros padres e religiosos, além de professores da PUC Minas, o arcebispo dom Walmor percorreu todo o acampamento. Caminhou por todos os becos, entre as 1.087 barracas de lona-preta, visitou a horta comunitária, viu a primeira casinha construída com adobe. Ouviu atentamente o relato da luta da comunidade por moradia popular e dignidade. Entoou hinos religiosos e abençoou a todas as 1.087 famílias sem-casa e sem-terra acampadas e todos aqueles que lhes são solidários.

Na sua mensagem de solidariedade, Dom Walmor sublinhou a imperiosa necessidade de todos terem, nesta caminhada, Deus como luz e força. Disse que a exclusão e injustiça que a tantos marginalizam mundo afora, se dá porque os que praticam a injustiça não têm Deus como luz. Relembrou que a Igreja Católica de Belo Horizonte, desde o início do acampamento, está presente nos diversos serviços prestados pelo Vicariato de Ação Social e Política, pela Região Episcopal, pela Paróquia N. Sra. Imaculada Conceição, pela PUC Minas (que defende juridicamente a Ocupação e pelo grupo de arquitetos (professores e estudantes) que elaboram o Projeto de assentamento rururbano para a área, pelas congregações religiosas e tantos leigos que graciosamente participam da grande rede de solidariedade ao povo empobrecido de Dandara.

Dom Walmor ressaltou que a Igreja deve ficar ao lado dos pobres e sofredores. Cada um deve fazer um pouco, como está ocorrendo neste caso. O próprio Arcebispo tem feito a sua parte. Chegou a conversar com o Prefeito Márcio Lacerda pedindo-o que se abra ao diálogo. É neste diapasão que o trabalho de solidariedade vai continuar.

Em entrevista à rádio Itatiaia, lá na ocupação Dandara, Dom Walmor recordou também a Doutrina Social da Igreja que recomenda aos cristãos a defesa da dignidade humana, o que inclui, é claro, a luta por moradia e pelos direitos humanos. A doutrina social não defende uma propriedade que não cumpre sua função social. Segundo a Constituição Federal, de 1988, uma propriedade tem que cumprir sua função social, senão deixa de ser legítima.

Cabe recordar que o terreno ocupado pelas 1.087 famílias sem-casa e sem-terra da comunidade Dandara compreende cerca de 400 mil metros quadrados (= 40 hectares) que há mais de trinta anos está abandonado, não cumprindo sua função social. A Construtora Modelo que reivindica na justiça o terreno tem, junto com sua co-irmã, a Construtora Lótus, 2.577 processos na justiça (isso só na comarca de Belo Horizonte e Betim), figurando na maioria como ré. E deve mais de 2 milhões de reais de IPTU à prefeitura de Belo Horizonte.

Um grupo de crianças da comunidade Dandara, em agradecimento pela confortante visita, ofereceu a Dom Walmor obras do artesanato local, uma camiseta da comunidade e um saquinho com terra da área que ocupam. Dom Walmor também recebeu de presente jornal e uma Revista do MST.

Dom Walmor, ao abençoar a todos e todas, retomou versos do Canto de Maria (Magnificat), mãe de Deus: O Senhor derruba do trono os poderosos e eleva os humildes. Sacia de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias.

Cabe lembrar que dia 16 de junho de 2009, o desembargador Nepomuceno Silva, da Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acolheu um Mandado de Segurança em defesa da ocupação Dandara e expediu uma liminar suspendendo a reintegração de posse que o desembargador Tarcísio Martins tinha reabilitado. Ganhamos também uma imagem de Nossa Senhora dentro de um cubo de vidro. Nós a batizamos de Nossa Senhora de Dandara, defensora da função social da propriedade. Conquistar uma liminar em um mandado de segurança foi um milagre, sinal de que Nossa Senhora de Dandara está inspirando e protegendo o povo pobre na luta pela moradia popular e por dignidade.

Para mais informações e apoio, confira: www.ocupacaodandara.blogspot.com

Prof. Fábio Alves - e-mail: fabiosantos@pucminas.br

Frei Gilvander Moreira - e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br

32ª Romaria da Terra e das Águas em Bom Jesus da Lapa

junho 17, 2009 by felipeassj  
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Por, http://www.cptba.org.br/A Coordenação Ampliada da Romaria da Terra e das Águas ao Bom Jesus da Lapa, definiu na sua recente reunião em Ibotirama, realizada no dia 11 de março, que a Romaria deste ano, a ser realizada nos dias de 3 a 5 de julho de 2009, terá um dúplice objetivo, dentro da tradicional moldura inspiradora do local e do evento.

Os dois tremas principais são:

  1. A problemática dos grandes projetos que ameaçam os biomas do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica da Bahia e do Brasil.
  2. A resistência e re-organização das comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, fundos de pasto) e áreas de reforma agrária para verem reconhecido os direito de seus territórios nas terras públicas da Bahia.

Estes temas estarão ao lado de outros como: o Rio São Francisco, a questão da Reforma Agrária, a necessidade de uma política diferente, a permanente emergência da juventude e a ecologia como uma das dimensões essenciais da Missão dos cristão e de todas as pessoas de boa vontade.

Tudo isso e muito mais será condensado no grito do povo que expressará sua esperança e compromisso com o slogan:

DO VENTRE DA MÃE TERRA UM GRITO PELA VIDA!

Boletim Apostolado Social nº 11

abril 29, 2009 by manoelnascimento  
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Boa leitura!

Clique aqui para acessar o Boletim.

Famílias permanecem acampadas em terreno na Pampulha

abril 15, 2009 by felipeassj  
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Públicado por

Joana Gontijo - Portal Uai

A Polícia Militar, com o apoio de seu batalhão de choque, mantém desde o início da noite desta quinta-feira cerco em terreno no Bairro Céu Azul, região da Pampulha, em BH, onde 150 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Brigadas Populares e Fórum de Moradia do Barreiro permanecem com uma ocupação desde a manhã.

Algumas famílias já estão no local há três dias, mas o movimento ganhou expressão nesta quinta-feira, quando mais de 200 pessoas montaram barracas de lona para reinvindicar moradia e trabalho e firmaram acampamento, onde também estão dezenas de crianças.

Segundo um militante das brigadas populares, que preferiu ser identificado apenas como Rafael, estas são famílias que vivem em condições precárias, que não conseguem pagar aluguel ou são moradores de rua, e, diante de um momento de crise, não encontraram outra saída se não ocupar o terreno, que fica em perímetro urbano, e cujo dono até o momento não apareceu. A intenção seria construir casas e iniciar produção agrícola para sustento próprio.

De acordo com o militante, cerca de 100 homens da polícia chegaram ao acampamento por volta das 19h e conseguiram afastar algumas famílias. “Mas fizemos um cordão humano para proteger o restante do acampamento. Agora, estamos cercados. Ninguém entra, ninguém sai. Ainda há aproximadamente 150 famílias aqui”.

Não houve tumulto e nem negociação. Como o dono do terreno não se apresentou, a polícia não pode retirar as famílias até conseguir um mandado de reintegração de posse, e, segundo Rafael, informou que pretende permanecer no terreno até segunda-feira. Os militantes, por sua vez, vão resistir “até quando a situação não representar risco à integridade física das famílias que participam da ocupação”.

Moradores da Vila Brandão reagem a ordem de despejo em Salvador

março 27, 2009 by felipeassj  
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Amig@s da Vila Brandão,

 

É com muita satisfação que agradecemos todo apoio prestado até agora!

 

Cerca de 400 pessoas já assistiram ao vídeo “Vila Brandão 69 de [R]existência”,

muito obrigada por estarem divulgando em suas listas e entre os seus amigos.

 

Comunicamos que no próximo domingo, dia 29 de março, estaremos realizando

um grande evento na Vila Brandão e contamos com a presença de todos!

Por favor proponham ações para este dia, ações políticas, artísticas,

ecológicas, sociais, será de grande importância a presença de todos vocês,

estamos muito abertos a tudo de bem que vier!

 

A programação por enquanto está assim:

  • 10hs  Um Grande Café da Manhã com frutas na Praça da Vila [tragam frutas e demaisss, para que nossa mesa seja muito linda, todos colaborarão]
  • 11hs  Palestra com os Representantes da Vila, os moradores contarão com detalhes toda a história das ameaças e as providências que estão sendo tomadas.
  • 13hs  Almoço, os moradores da Vila estarão vendendo pratos típicos da culinária baiana a preços super acessíveis.
  • 14hs  Início das atividades, das ações artísticas - políticas - sociais - ecológicas - históricas, passeios guiados por toda a Vila, etc.
  • 16hs  Momento lazer com: Futebol no campinho da Vila [moradores X visitantes], Banho de mar com orientação dos pescadores da Vila, Roda de Capoeira Angola e Roda de Samba.
  • 18hs  Pôr-do-Sol com a definição e convite para as próximas manifestações.
  • 19hs  Encerramento com exibição de vídeos com a temática: Vila Brandão, Quilombos, Movimentos sociais de resistência, etc…

Precisamos da colaboração de todos, se sintam muito à vontade em propor outras coisas, oferecer ajuda na organização deste dia e tudo mais.

Continuem a repassar estas informações para todos os seus amigos e aqueles que ainda não assistiram ao vídeo assistam 

[  http://vimeo.com/3826975 ] para se informarem melhor sobre a história.

 

Façam seus comentários no site: http://casamatria.blogspot.com/.

Venham todos e tragam todos os amigos do bem!

Toda a força é necessária, pois, a situação é urgentíssima - gravíssima - emergencial!

 

A Vila Brandão agradece, mais uma vez, todo o apoio!

Será um enorme prazer recebê-los!

Criminalização dos movimentos sociais

março 3, 2009 by felipeassj  
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DIRIGENTE DO MST  ANALISA OS ULTIMOS ACONTECIMENTOS DA LUTA PELA REFORMA AGRARIA

Nos últimos dias, a imprensa vem veiculando uma série de matérias sobre o MST, que expressam uma fensiva das forças de direita. Por isso, entrevistamos o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues, para explicar a posição do Movimento sobre os principais temas expostos.O que aconteceu com as escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?

Durante o governo Antonio Britto (PMDB-PPS) foi assegurado o direito das crianças de ensino primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do Paraná.

Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico Estadual e na Brigada Militar.  Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja  o dos professores, metalúrgicos, desempregados ou o MST.

Nesse contexto, a atual governadora e o Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as crianças para os colégios da cidade.  Ou seja, não hesitaram em prejudicar as crianças para atingir politicamente o MST.Por outro lado, o governo Yeda Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a maioria no meio rural, apenas para poupar recursos, apenas para assegurar o famigerado déficit zero.
As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade.  São Gabriel, por exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais.  Enquanto atualmente o
estado gasta R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado.Felizmente, as escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu currículo.
2. O que aconteceu em Pernambuco?

O conflito no Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois de mais despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um dos líderes do acampamento. Nesse clima de tensão e ameaças permanentes às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de quatro pistoleiros. O MST repudia a violência. No Brasil há muitos outros acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar para realizar a Reforma Agrária?
3.O que aconteceu no Pontal DO Paranapanema, São Paulo?

Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, que o processo de discriminação e indenização dos fazendeiros- grileiros está parado. Com isso o problema só se agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas fazendas.

A repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede Bandeirantes, e por aí vai. E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz parte de nenhuma instância de decisão política do MST, anunciou que as ocupações do seu movimento eram em  protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos transformaram as disputas de terra do Pontal em tema eleitoral.

4. Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos para ocupações.  Isso procede?


O MST nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do MST e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma agrária.

Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais  educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo FHC que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E  passaram recursos para essas entidades.

Vale lembrar que a ONG Alfabetização Solidária,  da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para  a alfabetização de adultos.

Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - algumas ligadas aos assentados, outras não -  para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso.

Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao PSDB, à Força sindical, aos  ruralistas. Somente o SENAR recebe milhões de reais. Todos os anos. Sendo que há processos no TCU de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus dirigentes.

5.A que se deve a reação do ministro Gilmar Mendes? O Ministro Gilmar Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal.  E ele está se comportando assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários  e defende os militares da ditadura militar. Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira, uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que financia muitas campanhas  eleitorais e alicia grande parte da mídia. Mais grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto
Brasiliense de Direito Público, vinculado ao Mendes,  recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, dirigido por seu amigo Nelson  Jobim.Como líder da direita, Mendes procura defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral poderoso no STF.

 

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Assessoria de Comunicação do MST
Secretaria Nacional - SP
Tel/fax: (11) 3361-3866
Correio - imprensa@mst. org.br
Página -
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Encontro geral do Tramando a Paz no CEAS

fevereiro 27, 2009 by Setor Social BNE  
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O CEAS – Centro de Estudos e Ação Social anuncia para o próximo final de semana, 15 a 16 de novembro, a realização do encontro geral de jovens do Porjeto Tramando a Paz em Salvador – BA O tema será O papel da juventude no contexto popular. Na ocasição contaremos com a colaboração do facilitador Ir. Paulo José da Silva, SJ (Ir. Paulinho), que virá de Belo Horizonte –MG para assessorrar o encontro.

Neste evento contamos com a presença de aproximadamente 85 jovens vindos dos dois pólos de atuação da entidade: pólo rural e urbano. Do campo, município de Encruzilhada – BA, contamos com a presença de jovens de cinco assentamentos animados pelo CETA e MPA e do Sul do Estado contamos com jovens de mais 10 assentamento; além destes, outros do pólo rurbano: Bairro da Paz, Gamboa de Baixo e Marechal Rondom (três bairros populares de Salvador). Como afirma o convite do encontro: “Depois de uma espera tão longa, chegou o tempo, pois tanto os/as jovens da cidade como os/as do campo desejam muito este encontro, desejam muito se conhecer e trocar experiências. Desejam muito tramar novas formas de continuar avançando, pensando num mundo novo, que virá…”

Cinco mil em Sobradinho

fevereiro 27, 2009 by Setor Social BNE  
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por Roberto Malvezzi (Gogó)

Cinco mil pessoas caminharam das 8 da noite do sábado até às 4 da manhã do Domingo em Sobradinho. Terminamos às margens do São Francisco, repartindo o pão. Caminharam conosco D. Cappio, D. Tomás Balduino, Gilberto Miranda (Movimento dos Artistas), Laura Vargas (representante da Pax Christi), representantes de igrejas, movimentos, de índios, quilombolas, pescadores. Uma caminhada bonita, com música, sob o luar do sertão e do brilho da Via Láctea. Poucos metros à frente estava o Exército, ocupando a parede da barragem de Sobradinho.

É surrealista que um governo coloque continuamente o Exército para assustar índios, quilombolas, ribeirinhos, trabalhadores rurais, lideranças que sempre votaram nesse governo. Talvez seja uma forma nobre de responder a todos aqueles que se rebelam contra uma obra injusta que faz como vítima – sempre – exatamente os setores mais oprimidos da história do Brasil em todas as épocas. Enquanto caminhávamos aqui os franciscanos entregavam a Lula uma carta contra o etanol e a transposição do São Francisco. Sinal que os irmãos de Francisco estão afim de recuperar o carisma de seu fundador. A festa continua, a caminhada também.

Dias de reflexão sobre o futuro desse país e da humanidade virão necessariamente, por bem ou por mal. O cérebro ossificado dos governantes atuais e do grande capital não tem futuro. Podem ter certeza, nós estaremos presentes e a defesa do São Francisco não é moda passageira. Água para todos os nordestinos e comida na mesa do povo continuam nossas bandeiras irrenunciáveis. Na hora certa voltaremos.

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